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Edição nº 1 -Abril e Maio de 2009

Tempo de crise é também de reflexão, de repensar, de fazer diferente. Se no ritmo do PAC o governo vinha forçando a barra para licenciar megaobras de infraestrutura de energia e optando por sujar a matriz energética com carvão, óleo e nuclear, a queda na demanda das indústrias eletrointensivas e consequente desaceleração do consumo energético abre espaço para a retomada do diálogo e para a implementação de propostas alternativas. Num contexto de maior austeridade, não cabem megaprojetos custosos, que, se por um lado oferecem a ilusão de crescimento e geração de empregos, por outro dão oportunidades à corrupção, dependem de subsídios e endividamento com banco públicos para sua viabilização. A internalização destes e dos custos ambientais e sociais, pela força do controle social, podem enfim provocar a mudança há tempos demandada pela sociedade: priorizar a eficiência energética, o uso racional, o gerenciamento da demanda e colocar em prática o avanço das energias renováveis descentralizadas e mais sustentáveis como centrais na política energética do país. Com este espírito é que as organizações e movimentos da sociedade civil atuam nas mais diversas frentes, com o propósito coordenado de fazer deste um momento de mudança nas políticas de energia do Brasil.
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Apontamentos ao Plano Decenal de Energia (PDE) 2008-2011
Na falta de uma consulta efetiva, a 4ª e 6ª Câmaras do Ministério Público Federal MPF (MPF) organizaram em fevereiro deste ano, em Brasília, uma Audiência Pública sobre o Plano Decenal de Energia (PDE) 2008-2017. Diversas organizações e movimentos sociais presentes para o debate sobre o PDE fizeram coro aos procuradores e especialistas na mesa sobre a obsolescência e inadequação do plano que, apesar de ter sido lançado em dezembro de 2008 deixando o primeiro ano do plano um fato consumado, não chegou a incorporar os efeitos óbvios da crise global. Por outro lado, inclui obras judicializadas ou até mesmo já descartadas pelos órgãos licenciadores e governos estaduais como sendo passíveis de implementação a partir de “esforços de gestão junto aos órgãos competentes”. |


MAB
Denunciar o atual modelo energético e, ao mesmo tempo, debater alternativas. Esse foi eixo da Jornada de Lutas do Movimento dos Atingidos por Barragens(MAB) na semana do 14 de março, Dia Internacional de Lutas Contra as Barragens.
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BID
A Rede Brasil sobre Instituições Financeiras Multilaterais e a Rede Brasileira de Justiça Ambiental, denunciam em Carta Pública a incoerência e responsabilidade do BID, no agravamento de sua dívida climática ao aprovar empréstimos para termelétricas a carvão.
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NAT
Nos dias 20 e 22 de março, no Rio e em São Paulo, antes dos shows do RadioHead, os Amigos da Terra Brasil ganharam mais de 3 mil adeptos ao abaixo assinado pelas leis de energias renováveis descentralizadas no Brasil.
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WWF
WWF faz o mundo apagar as luzes na Hora do Planeta para refletir sobre eficiência energética e as ações necessárias para frear as mudanças climáticas. Diversas capitais brasileiras e símbolos da cultura e da política nacional se engajaram na campanha.
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MDTX
Ribeirinhos, indígenas e a população de Altamira dizem o que pensam sobre as barragens no rio Xingu em manifestação pacífica realizada no dia 14 de março em Altamira.
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Cidades Solares

Ministério do Meio Ambiente anuncia o uso de aquecedores solares nas obras de habitação popular do PAC.
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ENERGIA NOVA -
Boletim Eletrônico do Núcleo Amigos da Terra Brasil
Coordenação: Lucia Ortiz
Jornalista Responsável: Eliege Fante
Apoio: Fundação Heinrich Boell |
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Para o recebimento deste correio eletrônico: energia@natbrasil.org.br
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