<!DOCTYPE HTML PUBLIC "-//W3C//DTD HTML 4.0 Transitional//EN"> <html><head><title>NAT BRASIL - Núcleo Amigos da Terra</title> <meta content="text/html; charset=unicode" http-equiv="Content-Type"><link rel=stylesheet type=text/css href="../../css/fundocinza"><link rel="stylesheet" type=text/css href="../../css/linkverde"><link rel="stylesheet" type="text/css" href="../../css/linkesquerdo"> <style type="text/css"> <!-- .style2 { font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 10px; } .style27 { font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; color: #FF6600; font-weight: bold; } .style28 { font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 10px; color: #FF6600; font-weight: bold; } .style29 {color: #FF6600} --> </style> <meta name="GENERATOR" content="MSHTML 8.00.6001.18852"></head> <body topmargin="0" bgcolor="#325f00"> <table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="760" align="center"> <tbody> <tr> <td width="175"><img border="0" src="../../imagens/logo.gif" width="175" height=90 useMap=#Map2></td> <td rowspan="2" colspan="2"><img src="../../imagens/lettsb.jpg" width="585" height=113></td></tr> <tr> <td valign="top"><img src="../../imagens/sombra1_06.jpg" width="175" height=23></td></tr> <tr> <td height="242" colspan="3"> <table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%"> <tbody> <tr> <td class="linkesquerdo" valign="top" background=../../imagens/grama_lado.jpg width=153> <div align="left"><!-- #BeginLibraryItem "/Library/Menu Principal.lbi" --> <div align="left"></div> <table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="130" align=center><tbody> <tr> <td bgcolor="#327303" align="middle"><font color="#ffffff" size="1" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><strong>PRINCIPAL</strong></font></td></tr> <tr> <td background="../../../imagens/menu_17.jpg"> <table border="0" cellspacing="3" cellpadding="2" width="100%"> <tbody> <tr> <td class="linkesquerdo"><font color="#336600" size="1" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a class=linkesquerdo href="../../index.htm">Inicial</a></font></td></tr> <tr> <td class="linkesquerdo"><font color="#336600" size="1" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a class=linkesquerdo href="../../contato.htm">Contato</a></font></td></tr> <tr> <td><font color="#336600" size="1" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a class=linkesquerdo href="../../associe_se.htm">Associe-se</a></font></td></tr> <tr> <td class="linkesquerdo"><font color="#336600" size="1" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a class=linkesquerdo href="../../dicas.htm">Dicas</a></font></td></tr> <tr> <td><font color="#336600" size="1" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a class=linkesquerdo href="../../jornal.htm">Jornal Nat Informa</a></font></td></tr> <tr> <td class="linkesquerdo"><font color="#336600" size="1" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a class=linkesquerdo href="../../historico.htm">Histórico</a></font></td></tr> <tr> <td class="linkesquerdo"><font color="#336600" size="1" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a class=linkesquerdo href="../../noticias.htm">Notícias</a></font></td></tr> <tr> <td><font color="#336600" size="1" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a class=linkesquerdo href="../../quarta_tematica.htm">Quarta Temática</a></font></td></tr> <tr> <td class="linkesquerdo"><font color="#336600" size="1" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a class=linkesquerdo href="../../publicacoes.html">Publicações</a></font></td></tr> <tr> <td class="linkesquerdo"><font color="#336600" size="1" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a class=linkesquerdo href="../../parceiros.htm">Parceiros</a><a class=linkesquerdo href="../../../quem_somos.htm"></a></font></td></tr> <tr> <td class="linkesquerdo" bordercolor="#000000"><font color=#336600 size=1 face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a class=linkesquerdo href="../../quem_somos.htm">Quem Somos</a><a class="linkesquerdo" href="../../../sobre_o_site.htm"></a></font></td></tr></tbody></table></td></tr> <tr> <td><img src="../../../imagens/spacer.gif" width="5" height=5></td></tr> <tr> <td bgcolor="#336600" align="middle"><font color="#ffffff" size="1" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><strong>PROGRAMAS</strong></font></td></tr> <tr> <td background="../../../imagens/menu_17.jpg"> <table border="0" cellspacing="3" cellpadding="2" width="100%"> <tbody> <tr> <td><font color="#336600" size="1" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a class=linkesquerdo href="../../energia_e_mudancas_climaticas.htm">Energia e Justiça Climática</a></font></td></tr> <tr> <td><font color="#336600" size="1" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a class=linkesquerdo href="../../monocultura.htm">Biodiversidade e Soberania Alimentar</a></font></td></tr> <tr> <td><font color="#336600" size="1" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a class=linkesquerdo href="../../sustentabilidade.htm">Sustentabilidade das Cidades</a></font></td></tr> <tr> <td height="28"><font color="#336600" size="1" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a class=linkesquerdo href="../../antartica.html">Antártica e Oceano Austral</a></font></td></tr></tbody></table></td></tr></tbody></table><!-- #EndLibraryItem --><br></div></td> <td bgcolor="#ffffff" width="607"> <table border="0" cellspacing="10" cellpadding="10" width="100%" height=536> <tbody> <tr> <td height="400" valign="top" bordercolor="#000000"> <p class="style27" align="justify">A<strong>t&eacute; o momento governos e empresas decidem sobre o projeto Garabi</strong> Monte e a obsess&atilde;o amaz&ocirc;nica</p> <p align="right" class="style28"><em>Por Elisangela Soldatelli Paim<br> Doutoranda em Ci&ecirc;ncias Sociais<br> Universidade de Buenos Aires - UBA</em></p> <p class="style2">No final de mar&ccedil;o de 2010, o governo brasileiro incluiu o projeto hidrel&eacute;trico Garabi (fronteira do Brasil com Argentina) na segunda etapa do Programa de Acelera&ccedil;&atilde;o do Crescimento (PAC 2), inserindo concretamente o trecho binacional da bacia do rio Uruguai em seus planos de aumentar a gera&ccedil;&atilde;o de energia atrav&eacute;s de fontes h&iacute;dricas. Embora essa inclus&atilde;o seja recente, o projeto vem sendo discutido pelos dois Estados desde meados dos anos setenta quando foram realizados os primeiros estudos de an&aacute;lise do potencial energ&eacute;tico compartido entre Brasil e Argentina.</p> <p class="style2"> Durante mais de trinta anos o projeto Garabi atravessou diversas etapas de desenvolvimento e paralisa&ccedil;&atilde;o devido a fatores como protestos das popula&ccedil;&otilde;es ribeirinhas, privatiza&ccedil;&atilde;o do setor el&eacute;trico e crise energ&eacute;tica nos dois pa&iacute;ses. Foi a partir da inclus&atilde;o do projeto na Iniciativa de Integra&ccedil;&atilde;o da Infraestrutura Regional Sul-americana (IIRSA) em dezembro de 2000, que o projeto volta de fato &agrave; discuss&atilde;o. Oito anos mais tarde, os presidentes Luis In&aacute;cio Lula da Silva (Brasil) e Cristina Fern&aacute;ndez de Kirchner (Argentina) ratificaram a decis&atilde;o de construir a hidrel&eacute;trica e outros projetos de aproveitamento dos recursos h&iacute;dricos compartidos entre os dois pa&iacute;ses ao assinarem a <em>Declara&ccedil;&atilde;o da Casa Rosada (Nota 1)</em>, em fevereiro de 2008. </p> <p class="style2">O oitavo artigo da referida declara&ccedil;&atilde;o trata especificamente desse assunto, definindo o per&iacute;odo para: a licita&ccedil;&atilde;o dos estudos (abril-setembro/2008); a conclus&atilde;o dos estudos de viabilidade (setembro/2009-agosto/2010) e a conclus&atilde;o dos estudos ambientais e do relat&oacute;rio de impacto ambiental (dezembro/2009-mar&ccedil;o/2011). </p> <p class="style2">Cumprindo com as determina&ccedil;&otilde;es acordadas na Declara&ccedil;&atilde;o da Casa Rosada, as empresas Eletrobr&aacute;s e Ebisa - controladas respectivamente pelos Estados do Brasil e da Argentina &ndash; finalizaram o processo de licita&ccedil;&atilde;o dos estudos de viabilidade em dezembro de 2008. O cons&oacute;rcio privado formado pelas empresas CNEC Engenharia <em>(Nota 2)</em>, Esin e Proa (argentinas) foi o vencedor da licita&ccedil;&atilde;o disputada entre as empresas brasileiras, tamb&eacute;m de capital privado, Engevix-Intertechne y Themag-Andrade&amp;Canellas. </p> <p class="style2">Conforme recentes declara&ccedil;&otilde;es feitas &agrave; imprensa pelo diretor t&eacute;cnico da Eletrosul (subsidi&aacute;ria da Eletrobr&aacute;s), Ronaldo Cust&oacute;dio, os pr&oacute;ximos passos ap&oacute;s a entrega dos estudos de viabilidade elaborados pela CNEC Engenharia ser&atilde;o o estudo ambiental e o cadastro socioecon&ocirc;mico para identificar a popula&ccedil;&atilde;o a ser afetada pelas obras que devem ter dimens&otilde;es menores que o projeto original, elaborado nos anos oitenta. Nessa &eacute;poca, segundo dados da Eletrobr&aacute;s (1990), a proposta era construir uma represa com potencia de 1800 MW que inundaria uma &aacute;rea aproximada a oitenta e um mil hectares e desalojaria mais de sete mil fam&iacute;lias, somente em territ&oacute;rio brasileiro. </p> <p class="style2">Assim como quando surgiram as primeiras propostas para constru&ccedil;&atilde;o da represa binacional de Garabi, atualmente, os governos do Brasil e da Argentina, juntamente com as empresas p&uacute;blicas e privadas envolvidas no processo de retomada do projeto est&atilde;o avan&ccedil;ando nas tratativas e nos estudos para a constru&ccedil;&atilde;o da hidrel&eacute;trica. </p> <p class="style2">No entanto, as popula&ccedil;&otilde;es a serem afetadas - direta ou indiretamente - pelo projeto n&atilde;o t&ecirc;m acesso &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es oficiais e tampouco poder deliberativo sobre o processo de rediscuss&atilde;o. Segundo declara&ccedil;&otilde;es de habitantes de Puerto Azara (Misiones, Argentina) - comunidade, de 65 fam&iacute;lias, que vive &agrave;s margens do rio Uruguai - as decis&otilde;es sobre as represas na regi&atilde;o est&atilde;o sendo tomadas pelos governantes e n&atilde;o existe interesse pol&iacute;tico em melhorar as condi&ccedil;&otilde;es de vida dos moradores como atender a demanda de construir uma escola na comunidade, de disponibilizar transporte p&uacute;blico para as crian&ccedil;as irem ao col&eacute;gio mais pr&oacute;ximo (oito quil&ocirc;metros) e de adquirir os equipamentos necess&aacute;rios para o centro de sa&uacute;de que n&atilde;o possui sequer uma ambul&acirc;ncia para emerg&ecirc;ncias. </p> <p class="style2"> Al&eacute;m da desconsidera&ccedil;&atilde;o com as popula&ccedil;&otilde;es ribeirinhas, conforme exemplo brevemente descrito acima, os dois Estados n&atilde;o est&atilde;o analisando os impactos socioambientais cumulativos das oito represas j&aacute; constru&iacute;das na bacia do rio Uruguai e das duas que est&atilde;o em constru&ccedil;&atilde;o. A realiza&ccedil;&atilde;o de forma separada dos estudos de avalia&ccedil;&atilde;o do potencial energ&eacute;tico dos trechos nacional e internacional do rio Uruguai explicita a aus&ecirc;ncia de uma an&aacute;lise que considere os impactos sociais e ambientais das hidrel&eacute;tricas e tamb&eacute;m de outros empreendimentos de diferentes dimens&otilde;es como, por exemplo, a cria&ccedil;&atilde;o de su&iacute;nos em confinamento. At&eacute; o presente momento, n&atilde;o se pode prever concretamente os impactos decorrentes da poss&iacute;vel constru&ccedil;&atilde;o de hidrel&eacute;tricas na fronteira do Brasil (Estado do Rio Grande do Sul) com a Argentina (Prov&iacute;ncias de Corrientes e Misiones) porque n&atilde;o est&aacute; definida a localiza&ccedil;&atilde;o e a potencia dos empreendimentos. </p> <p class="style2">Uma das belezas naturais que pode estar amea&ccedil;ada &eacute; o Salto do Yucum&atilde; (maior salto longitudinal do mundo). No entanto, representantes do governo brasileiro afirmam que o Salto n&atilde;o ser&aacute; atingido com a constru&ccedil;&atilde;o de Garabi, por&eacute;m n&atilde;o admitem que a regi&atilde;o j&aacute; tenha perdido muitas de suas caracter&iacute;sticas sociais, culturais e ambientais devido &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de hidrel&eacute;tricas. Tampouco se menciona que a regi&atilde;o e o pr&oacute;prio Salto est&atilde;o amea&ccedil;ados pela constru&ccedil;&atilde;o da hidrel&eacute;trica de Itapiranga, planificada em territ&oacute;rio brasileiro e tamb&eacute;m inclu&iacute;da no PAC.</p> <p class="style2"> Considerando esse processo de tratativas para constru&ccedil;&atilde;o de Garabi e o hist&oacute;rico das represas j&aacute; constru&iacute;das no Brasil e no mundo, podemos destacar que a explora&ccedil;&atilde;o desenfreada dos recursos naturais para gera&ccedil;&atilde;o de energia est&aacute; expulsando in&uacute;meras popula&ccedil;&otilde;es de seus territ&oacute;rios, destruindo culturas e formas de vida. Al&eacute;m de intensificar o aquecimento global, o desmatamento, a extin&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies, a polui&ccedil;&atilde;o do ar, do solo e da &aacute;gua, evidenciando assim a crise ambiental de propor&ccedil;&otilde;es global que estamos vivendo. </p> <p>&nbsp;</p> <div> <div id="ftn1"> <p class="style2"> Nota 1 - &Iacute;ntegra da Declara&ccedil;&atilde;o da Casa Rosada dispon&iacute;vel em: <u>http://www.amersur.org.ar/Integ/CFK-Lula.htm</u></p> </div> <div id="ftn2"> <p class="style2">Nota 2 - A CNEC Engenharia foi vendida, em janeiro de 2010, pelo Grupo Camargo Corr&ecirc;a para a empresa australiana Worley Parsons.</p> </div> </div> <p>&nbsp;</p></td></tr></tbody></table></td></tr></tbody></table></td></tr> <tr> <td height="10" colspan="3"><img src="../../imagens/grama_baixo_20_03.jpg" width=760 height=10></td></tr></tbody></table><map name="Map2"><area href="../../html/index.htm" shape=rect coords=6,10,166,78></map></body></html>