Histórico
- Parte I:
O
Núcleo Amigos da Terra/Brasil é uma Organização
da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP),
dedicada à proteção do meio ambiente
e à promoção do desenvolvimento
com sustentabilidade e justiça social.
Com
quarenta anos de atividades ininterruptas, constitui
uma das mais antigas organizações ambientalistas
do Brasil. Foi fundada em 1964, com o nome de Ação
Democrática Feminina Gaúcha (ADFG), dedicando-se
à promoção da cidadania, através
de programas sociais e educacionais, inicialmente dirigidos
a mulheres, prioritariamente àquelas de baixa
renda.
Em
1974, ampliou o seu foco de atuação, quando
criou o departamento de Ecologia da Entidade, estando,
desde então, à frente das principais lutas
ambientalistas. Pode-se afirmar que fazia naquele momento
uma INÉDITA articulação no Brasil
entre a questão de gênero e as questões
ambientais, apontando para o surgimento futuro do eco-feminismo
em nosso País. Como já vinha desenvolvendo, há algum
tempo, uma luta de amplitude mundial, foi convidada,
em 1981, a associar-se à Federação
Amigos da Terra Internacional (Friends of the Earth
International-FoIE), com Escritório na Holanda,
tornando-se, desde então, membro da Federação
no Brasil. É a partir deste momento que abre
o seu quadro social a membros masculinos, passando a
se chamar ADFG/Amigos da Terra. Mais tarde, em 1998,
não sendo mais os direitos femininos o seu principal
foco de atuação, mesmo que tenha mantido
a mesma linha de ação, passa a se chamar
Núcleo Amigos da Terra/Brasil (NAT/BR). Continua,
porém, sob a nova sigla, seu trabalho militante
e de porta-voz do movimento ecologista perante os mais
reconhecidos foros nacionais e internacionais
A
sua atuação ao longo do tempo tem se dado
através de várias formas de atividades
como: campanhas de conscientização e formação
de opinião pública; tradução
publicação e distribuição
de folhetos, artigos, cartilhas, informativos e livros;
coleta de assinaturas e envio de cartas de protesto
às autoridades competentes sobre denúncias
de agressão ao meio ambiente; organização
de eventos e participação em debates e
palestras em escolas, universidades, centros comunitários
e instituições diversas, inclusive nos
meios de comunicação. Além disso,
tem tido presença constante em audiências
públicas, acompanhando e discutindo a implantação
de grandes projetos e os seus impactos sócio-ambientais.
Desenvolve ainda projetos de pesquisa, dentro das linhas
diretivas dos seus principais programas. Atualmente,
são os seguintes os seus programas prioritários:
proteção da Floresta Atlântica;
energia e mudanças climáticas; instituições
financeiras internacionais; sustentabilidade nas cidades;
participação na campanha global de proteção
à Antártida.
Trabalhou
ao longo dos anos em diversas campanhas. Entre elas,
destacam-se: Alternativas Ecológicas às
Queimadas no RS; Protegendo o Litoral (dunas, poluição
...); Ciclovias Já!; Por um Itinerário
Seguro do Gasoduto Bolívia x Brasil; Proteção
à Camada de Ozônio; Por Novas Políticas
Sociais e Econômicas (a dívida externa
não pode ser paga com a fome do povo!) Pela Preservação
da Biodiversidade; Pelo Direito à Informação
sobre Pesquisa e Uso da Engenharia Genética e
Pelo Direito de Cada País aos Seus Próprios
Recursos Genéticos; Em Defesa da Coleta Seletiva
e da Reciclagem do Lixo; Contra o Uso dos Agrotóxicos
na Agricultura; Em defesa dos Alimentos sem Venenos,
e tantas outras. Em algumas destas campanhas, o NAT
inovou, pelo seu pioneirismo, como é o caso da
campanha Em Defesa da Coleta Seletiva e da Reciclagem
do Lixo.
Integra
igualmente a política da entidade o contato e
o envolvimento permanentes com a comunidade, sobretudo
através das lutas sociais e comunitárias,
daí porque colabora com grupos e movimentos da
sociedade civil que também lutam por uma sociedade
mais justa, equilibrada, democrática e ecologicamente
sustentável.
Tendo
como um dos seus principais pilares a participação
direta na formulação de políticas
públicas voltadas ao meio ambiente e ao desenvolvimento
sustentável, atua, a nível institucional,
nas seguintes instâncias: Conselho Municipal de
Meio Ambiente (COMAM); Conselho Estadual de Meio Ambiente
(CONSEMA); Câmaras Técnicas do Conselho
Nacional de Meio Ambiente (CONAMA); Comissão
Coordenadora do Plano de Ação para Segurança
Química; Comitê Gaúcho do Fórum
Social Mundia/2005.
Devido
à sua longa experiência no trabalho em
parcerias com instituições públicas
e privadas, ONGs e grupos da sociedade civil em geral,
tornou-se membro ativo de diversas redes nacionais e
internacionais de ONGs e movimentos sociais ligados
à proteção ambiental e a questões
transversais, entre elas: Coalizão Rios Vivos,
Rede de ONGs da Mata Atlântica, Coalizão
Florestas, Rede Nacional Pró Unidades de Conservação,
Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais
para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, Rede Brasil
sobre Instituições Financeiras Multilaterais,
Assembléia Permanente de Entidades em Defesa
do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul (Apedema/RS).
Historiar
quarenta anos de uma entidade como o ADFG-NAT/BR não
é tarefa fácil. Muita coisa vai ficando
pelo caminho. Para amenizar as lacunas referentes a
esses anos de história de lutas e realizações,
tentaremos, a partir desse ponto, sistematizá-los
de forma sintética e cronológica, dividindo-os
em quatro décadas: de sua fundação
à atualidade.
Parte
II
Parte
III
Parte
IV
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