Histórico
- Parte 2:
Ilustração
Cronológica da Atuação da ADFG/NAT:
A
ADFG-NAT/BR forjou o seu perfil ao longo de quarenta
anos de existência, calcado em alguns princípios
básicos, presentes ainda hoje na sua atuação.
Dentre eles:
inserção histórica e contínua
no movimento ecológico nacional e internacional;
contato permanente com a comunidade;
envolvimento nas lutas sociais;
produção e divulgação de
material para informação e formação
de opinião pública;
parceria com ongs, empresas e instituições
públicas e privadas;
engajamento político-cidadão na realidade
nacional;
intensa participação na mídia;
vigilância e denúncia de crimes ambientais.
Estes
princípios norteadores, encontram-se concretizados
nas múltiplas ações que a Entidade
vem desenvolvendo, a cada década, desde o seu
surgimento:
ANOS
60, os primórdios, quando a tônica era
dada na formação da cidadania feminina
atuante, as atividades giravam basicamente em torno
de:
palestras em clubes de mães, centros comunitários,
escolas e universidades;
cursos diversos como: corte e costura, cabeleireira,
hortas domésticas, culinária, comunicação
em família e sociedade, violão e outros
instrumentos;
programa de bolsas de estudos para crianças e
adolescentes carentes, incluindo o fornecimento de material
didático, uniformes, passagens de ônibus,
e pagamento de matrículas, assistência
médica, aulas particulares, cujo objetivo era
o combate à marginalização , o
que hoje se convencionou chamar “inclusão
social”, funcionando desde o ano de l968 até
o momento atual. Hoje tem o seu foco nas creches, para
evitar a ampliação dos “meninos
de rua”;
exposição anual dos trabalhos dos bolsistas
e demais alunos da ADFG, sobretudo através da
ARCA (ligado ao SESI), e das feiras organizadas pelo
Conselho de Entidades Assistenciais;
campanha do “Bem Comprar”, cujo objetivo
era o controle de preços por parte do cidadão,
POA (1965);
campanha “Hortas Comunitárias”, abrangendo
vários anos da década de sessenta.
ANOS
70, a década da retomada democrática,
sobretudo a partir de sua segunda metade, significou
o despontar do Movimento Ecológico, tendo, aliás,
o Rio Grande do Sul como pioneiro, acompanhando assim,
o crescimento do Movimento Social como um todo. Para
ilustrar, destacamos algumas das ações
da ADFG, na época:
organização da Campanha do Lixo Limpo
(Coleta Seletiva), contando com a colaboração
do DMLU, (1974); (1)
entre 1972/3, engaja-se na campanha contra a Indústria
de Celulose Borregaard, de Guaíba/RS, pressão
que levou a empresa a investir em controle de poluição;
organização do “ Iº Encontro
Comunitário no Brasil pela Proteção
Ambiental”, POA (1975);
em l976 aconteceu a II versão do mesmo Encontro;
visita à Presidência da República,
em Brasília, para expor a situação
do Estado (RS), depois da majoração das
taxas de serviços, após o que a taxa de
luz foi suspensa durante um ano (1976);
entrevista concedida ao jornal Zero Hora/RS sobre “Explosão
Demográfica e Ameaça à Natureza”,
POA (1976);
visita ao IBDF, SEMA e SUDAM (Brasília) para
apresentação de denúncias sobre
desmatamento, além da busca de recursos para
a continuidade da luta da Entidade (1976);
moção apresentada ao Presidente da República,
mostrando a necessidade de o governo brasileiro incluir
o programa de planejamento familiar nos programas de
saúde pública e assistência médica
oficial(1976);
denúncia na imprensa local e nacional sobre a
devastação da Amazônia através
das QUEIMADAS, para implantação de projetos
agropecuários apoiados pelo Governo Federal,
como o caso do projeto agropecuário aprovado
pela SUDAM, da Cia Vale do Cristalino, quando a Volkswagem
queimou, na época (1976), 9180ha de florestas
para transformá-las em pastagens;
visita ao Diretor Regional do Reflorestamento da Área
Sul, em Brasília, com o objetivo de tratar da
urgente necessidade de um reflorestamento conveniente
para o RS (1976);
denúncia através da imprensa, sobre a
poluição das águas, sobretudo em
função do desmatamento crescente (1976);
apresentação de trabalhos (“Inconsciência
Antropo-Ecológica: Tragédia da Era Industrial”,
e “Poluição Demográfica –
Explosão da Miséria”) na 30ª
Assembléia Médica Mundial, em S. Paulo
(1976);
a exemplo da década anterior, continuam as exposições
de trabalhos dos bolsistas e alunos dos cursos da ADFG;
realização de eventos diversos em escolas,
clubes de mães e centros comunitários,
como: festa de natal, comemoração do Dia
da Árvore com plantio de mudas de árvores
etc.;
publicação de cartilhas educativas como
“Florestas Tropicais”, com ampla distribuição
gratuita (1976);
campanha pela preservação da ilhas do
Guaíba – em seu estado natural –
um exitoso movimento que levou à criação
do que é hoje o Parque Delta do Jacuí
(1974/5);
atua intensamente no movimento de protesto contra o
desastre ecológico na praia de Hermenegildo (RS),
onde morreram centenas de animais marinhos e domésticos
(1978);
entre os anos de 1978/79, desenvolveu a Iª Campanha
Nacional pelo controle efetivo dos produtos químicos
perigosos;
em 1979 participa de manifestação de protesto
em frente ao Palácio Piratini (Governo do Estado),
contra loteamentos implantados sobre nascentes de rios,
encostas de morros e áreas de preservação
ambiental, como foi o caso da empresa Barra do Ouro,
com o Loteamento Ouroville/POA.
campanha em defesa dos Alimentos sem Venenos, elabora
cartaz ilustrativo, em parceria com a Agapan (1979),
com a seguinte mensagem:
O HOMEM ESTÁ MATANDO OS SEUS PRÓPRIOS
FILHOS E NÃO SE CONSCIENTIZA;
ANOS
80, a década caracteriza-se por uma intensa participação
e visibilidade pública dos ambientalistas, com
importante espaço na imprensa. Para ilustrar
esta afirmação, tomemos apenas um pequeno
período de tempo que vai de março à
julho de 1984, quando a ADFG concedeu as seguintes entrevistas
(apenas aquelas que conseguiu registrar): TV de Baden
Württenberg/Alemanha: entrevista com diversas entidades
ambientalistas sobre as prioridades do movimento; entrevista
à Rádio Gaúcha sobre o Desarmamento
Nuclear; entrevista coletiva da ADFG na Comissão
de Direitos Humanos da AL/RS sobre envio de amostra
grátis do veneno Diazinon, pelos Correios; entrevista
sobre o mesmo assunto aos jornais O Estado de São
Paulo, O Globo e à revista Veja; acrescente-se
ainda participação em dez programas de
TV e em seis emissoras de Rádios, todos locais.
Podemos dizer que é o momento da consolidação
de uma legitimidade alicerçada na luta pela ética
no trato com a natureza. Principais ações
do período:
publicação de cartilha educativa sobre
“Reciclagem do Papel” (1980);
participação em programa para intercâmbio
de conhecimentos e experiência entre líderes
representativos de diversos países, durante um
mês no USA, promovido pela USICA (United States
Comunication Agency), nos anos de 1980/1, fazendo-se
representa por Magda Renner(1980) e Giselda Castro(1981);
campanha contra a Energia Nuclear: esta é uma
campanha que tem atravessado vários anos, envolvendo
diversas formas de atuação e uma parceria
muito sólida entre várias entidades. Anualmente,
A ADFG-NAT participava das manifestações
públicas por ocasião do aniversário
da Bomba de Hiroshima, como aconteceu na passagem dos
quarenta anos do lançamento da Bomba, evento
que envolveu grupos de teatros, escolas e inúmeras
entidades da sociedade civil. Nas manifestações
do aniversário da Bomba, em 1982, a Entidade
fazia parte do “Comitê pela Paz” e,
enquanto tal, participou da grande manifestação
em Porto Alegre contra as Usinas Nucleares, inclusive
com coleta de assinaturas; em 1985 foi publicado o folheto
intitulado “A Rosa de Hiroshima”;
manifestação contra a insegurança
química sob o título “Lembrai-vos
de Bhopal” (vazamento do gás isocianato
de metila-MIC, utilizado na fabricação
do veneno agrícola TEMIK, muito usado no Brasil.
O acidente ocorreu na empresa Union Carbide, instalada
na cidade de Bhopal, na Índia (1984);
campanha contra os “detergentes duros” (não
biodegradáveis),em 1980;
em 1982, em parceria com ongs ambientalistas e entidades
da sociedade civil, desenvolve uma grande campanha contra
a implantação do Polo Petroquímico
de Triunfo/RS;
no ano de 1984 publicou a série de brochuras
sobre “Ecologia na Vida Diária”;
em entrevista ao jornal Zero Hora/RS, em l982, juntamente
com outras entidades ambientalistas, contesta publicamente
a Comissão Especial da AL/RS sobre o Polo Petroquímico,
com relação à segurança,
usando para isto o exemplo da poluição
do Polo Petroquímico japonês, provocada
pelo destino final dos resíduos químicos
oriundos da produção de plástico,
além das emissões radioativas geradas
pelo Pólo;
co-fundadora da Rede Internacional sobre Pesticidas,
Encontro ocorrido em em Penang/Malásia (1982);
comemoração anual do Dia Mundial dos Alimentos
(16 de Outubro), com atividades diversificadas. Para
ilustrar tomaremos apenas dois anos(1984/5): manifestação
em frente à sede de uma grande rede de supermercado
de Porto Alegre, contra a contaminação
química dos alimentos; campanha contra os alimentos
irradiados; publicação de cartilha informativa
sobre “O Valor dos Alimentos”(1985) e prospecto
sobre o tema “Sementes: Herança Comum da
Humanidade”. Ainda em l985, as mulheres lançam
manifesto alertando para a questão da fome no
país e os riscos para a sobrevivência da
criança brasileira, pedindo a revisão
do modelo político-econômico. Na ocasião
prestam apoio ao Presidente da República, quando
ele vem a público dizer que “ a dívida
brasileira não pode ser paga com a fome do povo”(1985);
publicação do livro “Agricultura
e Pecuária sem Veneno” (1985);
participa em debate na Assembléia Legislativa
(RS) em comemoração pela passagem do Dia
Mundial do Meio Ambiente (5 de Junho), momento em que
é lançado o folheto, assinado por diversas
entidades, denunciando a “Dúzia Suja”(1985);
palestrante na AL/RS sobre a “Política
Agrícola da Nova República”(1985);
campanha contra os venenos agrícolas, em parceria
com a AL/RS e diversas entidades da sociedade civil
de proteção ao Homem e à Natureza,(1984/5),
com distribuição de cartazes, cujas palavras
de ordem eram:
A MAIOR CRIAÇÃO E PLANTAÇÃO
DO MUNDO NÃO PRECISOU NEM DE BIOCIDAS NEM DE
AGROTÓXICOS – Não Use Veneno, Use
a Natureza
OS AGROTÓXICOS ESTÃO FAZENDO ESTE CAMPO
CRESCER –Não Use Veneno, Use a Natureza
intensa participação na elaboração
da Lei dos Agrotóxicos (Lei 7747/82) nas atividades
promovidas pela Comissão dos Direitos Humanos
da AL/RS, aliás, Lei pioneira no chamado Terceiro
Mundo (1982/3);
publicação da 1ª cartilha educativa
da coleção USE A NATUREZA LIMPE SEM POLUIR,
sobre “O Controle Natural das Pragas Domésticas”(1986);
viagem de observação da Agricultura Ecológica
na Europa, (1985);
publicação da cartilha “Reciclagem
Manual do Papel”, da série CADERNOS DE
LAZER ECOLÓGICO, que circulou entre 1987 e 1989,
em POA;
co-fundadora da Frente Verde, em Brasília, cuja
atuação foi decisiva para a inclusão
do capítulo do Meio Ambiente na Constituição
Brasileira (1988);
manifestação pública pela passagem
do Dia Mundial do Meio Ambiente com Ongs e diversas
entidades da sociedade civil, finalizando com entrega
de documento aos deputados gaúchos, reivindicando
a volta da Lei dos Agrotóxicos(1989);
por ocasião da revisão da Constituição
Estadual (1989), participou intensamente do Movimento
Gaúcho Constituinte (MGC);
durante dois anos (de l988 a 1990) participou do grupo
de ONGs, que trabalhavam em parceria com o Banco Mundial,
fazendo-se presente em encontros na Ásia, (como
em 1989, em Bangladesh), Europa e EEUU;
participação no Iº Encontro Internacional
para o Meio Ambiente e Desenvolvimento. Nairobi, África,1985;
manifestação em frente à sede do
Banco Mundial, em Washington/USA, contra as políticas
do Banco e do FMI para o Terceiro Mundo,( l989);
na campanha presidencial de 1989, em entrevista ao jornal
Correio do Povo (RS), pronuncia-se contra a pouca preocupação
manifesta por parte dos candidatos com relação
às questões ecológicas, alertando-os
de que, a sociedade brasileira não estava se
dando conta da evasão de matérias-primas
do país para o exterior;
campanha contra o extermínio dos índios,
em parceria com a Agapan e a ANAI, elaborando, conjuntamente,
cartaz que portava a seguinte frase: ISTO É UM
INDIO (a data precisa do cartaz está ilegível,
imaginando-se situar-se nos primeiros anos da década);
participação na IIª Semana Ecológica
Alternativa – UMA PROPOSTA DE VIDA PARA PORTO
ALEGRE, em parceria com a Câmara Municipal de
Porto Alegre(CMPA), OAB, CPERS, Movimento de Justiça
e Direitos Humanos e o Movimento Ecologista Gaúcho
(1985);
Encontro Estadual sobre a Implantação
de Barragens na Bacia do Rio Uruguai, cujo cartaz trazia
a seguinte mensagem de alerta: NOSSA TERRA VAI SUMIR
DO MAPA – Vamos Deixar?, em parceria com a Agapan,
OAB, CNBB,INCRA, CPT, FIDENE, FAMURS, Assembléia
Legislativa/RS e outras entidades(1984);
participação na IIª Conferência
Nacional de Proteção à Natureza
e no IV Encontro de Entidades Conservacionistas Não-Governamentais,
no Rio de Janeiro(1984);
participação no Seminário Latino
Americano de Associação de Consumidores,
no México , l983. Neste Encontro foi criada a
Red de Accion Contra los Pesticidas en America Latina
(RAP-AL), à qual a ADFG se integrou, passando
a ser o representante oficial no Brasil;
organização do Seminário “Agricultura
O desafio da Atualidade”. Porto Alegre, 1982;
em 1983, representa a RAP-AL em evento na Assembléia
Legislativa de Mato Grosso (MT) e na Universidade Federal
do MT;
concede entrevistas sobre a questão dos agrotóxicos
à BBC de Londres, Science Digest e à Associated
Press (1983);
denúncia à imprensa nacional e internacional
sobre a distribuição do veneno agrícola
Diazinon 40, PM, da CIBA-Geigy, pelos Correios, sob
a tutela de amostra grátis(l984);
palestrante no Encontro de Direito Ecológico,
Goiânia (1984);
em abril de 1984, questiona publicamente o Governo Federal,
através da SEPLAN, sobre a necessidade da barragem
de Tucuruí, na região norte do Brasil;
palestrante no IV Encontro da Comissão Mundial
para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, São Paulo,
1985;
em 1985 compôs o movimento de protesto contra
a decisão do STF contestando a Lei Estadual dos
Agrotóxicos, em vigor desde 1982, sob a alegação
de inconstitucionalidade;
em 5/6/85 concede entrevista à revista ISTO É,
sobre a decisão do STF à respeito da Lei
Estadual dos agrotóxicos de l982;
organiza painel no Instituto Goethe/Porto Alegre sobre
“Experiências Agrobiológicas Adaptáveis
ao Brasil”, em parceria com a Agapan, o grupo
Em Nome do Amor à Natureza, Movimento Ecologista
Integrado e o ICBA (l985);
“Oficina
da Natureza – Vivendo e Aprendendo”: trabalho
em escolas do ensino fundamental, com o objetivo de
criar uma consciência ecológica, através
do contato direto com a natureza (1985);
em 1985 foi a única entidade ecologista convidada
para participar da Conferência Internacional de
Mulheres pela Paz, no Canadá.
ANOS
90, década do reconhecimento, por parte da mídia
e da sociedade em geral, da importância histórica
e política da luta dos ambientalistas por um
mundo melhor. Este reconhecimento se traduz, inclusive,
por uma série de premiações, seja
a instituições, seja a pessoas identificadas
com as lutas ambientalistas e ligadas às instituições,
como é o caso de algumas de nossas ativistas
fundadoras, citadas em item específico deste
trabalho. Fruto da intensa atuação dos
ecologistas na década anterior, aqui no Rio Grande
do Sul, inicia-se o trabalho articulado em rede estadual,
momento em que é criada a APEDEMA (Assembléia
Permanente de Entidades em Defesa do Meio Ambiente),
no Encontro Temático de Novo Hamburgo, em 8/12/1990,
estabelecendo-se, então, que a sede da Entidade
ficaria nas dependências da ADFG/NAT,na rua Miguel
Tostes, nº 694, Porto Alegre. Vale a pena ressaltar
que, desde o Iº Encontro Estadual de Entidades
Ecológicas, em Santa Maria, em 1984, surge a
idéia da criação de uma Federação
para agilizar os trabalhos dos ecologistas gaúchos.
Este
é também um momento em que a luta se institucionaliza,
surgindo Fóruns, Conselhos de Meio Ambiente e
outras instituições oficiais por todo
o Brasil, além da crescente proliferação
de Encontros, Congressos, Conferências, Seminários
e tanta outras formas de debates sobre o tema. A ADFG/NAT
acompanha “pari passu” esta evolução:
dá continuidade às comemorações
do DIA DA TERRA (22 de Abril), com plantio de árvores,
palestras em escola, entrevistas na mídia, tal
como ocorreu no ano de 1990, em Porto Alegre;
painelista no debate organizado pela FAMECOS/PUC/RS,
sobre “Os Meios de Comunicação e
a Ecologia”, (1990);
em parceria com diversas entidades da sociedade civil
participa das homenagens a Chico Mendes (1990);
apoio à campanha pela Coleta Seletiva e Reciclagem
do Lixo em POA, incluindo posto de coleta aberto ao
público, na sede da Entidade, durante os anos
de 1991/2. Além da pareceria com o DMLU, a atividade
envolveu também Clubes de Mães;
painelista no Congresso de Mulheres do Mundo para um
Planeta Saudável, com o tema: “Elaboração
da Agenda de Ação para a Eco-92”
e das Diretrizes para a Década Seguinte.”
O Documento final do Encontro reflete uma nova visão
de mundo e a proposta de um novo estilo de vida. Miami/USA,
(1991);
participação na Conferência Latino
Americana de Ongs, preparatória à CNUMAD/92,
em S. Paulo, (1991);
participação no V Encontro de Entidades
Ambientalistas Autônomas, em Brasília,
(1992);
campanha contra o Projeto de Patenteamento dos Seres
Vivos (1992);
Debate sobre “Eco-Feminismo/ A Mulher no Século
21”, (1992);
durante o ano de 1992 o setor de Bolsas atende a 43
Escolas de 1º e 2º Graus;
em parceria com mais de quarenta entidades participa,
em Brasília, de manifestação contra
o atraso no repasse da verba prevista no orçamento
da União para o Fundo Nacional do Meio Ambiente,
destinado à organização do Fórum
Global (l992);
em parceria com Amigos da Terra Internacional, participa
da Eco-92, no Rio de Janeiro, inclusive com oficinas
e instalação de estande para divulgação
e venda de material;
campanha contra as Queimadas: desde a década
de 70, a ADFG vem denunciando a prática de Queimadas.
Tanto no Estado quanto com relação à
Amazônia. Este é um tema que tem interface
com a campanha de proteção das florestas
e pela proteção da atmosfera tendo como
uma das conseqüências as mudanças
climáticas. As atividades são variadas
e incluem, inclusive, visitas aos locais das queimadas.
Por exemplo, em 1993, a ADFG/NAT fez duas visitas de
inspeção na região dos Campos de
Cima da Serra (RS): uma à Celulose Cambará,
outra, em parceria com o Esquadrão Ambiental
da Brigada Militar, fiscalizando e autuando pecuaristas
pela prática de Queimadas de 2764 ha;
intensa participação, no processo de revisão
da Constituição Estadual, inclusive sendo
painelista em seminário organizado pela AL/RS
sobre o tema (1993);
participação na mesa do Júri do
Tribunal da Água, ocorrido em Florianópolis
(SC), em (1993);
palestrante no Seminário sobre a elaboração
do Código Estadual do Meio Ambiente. Porto Alegre,
(1994);
participação no V Encontro Sul Brasileiro
de Entidades Ambientalistas em Porto Alegre, (1994);
palestrante no II Seminário de Orientação
Preliminar para os novos Juizes Federais Substitutos
com o tema: “A Ecologia e o Judiciário”,
Porto Alegre, (1994);
campanha SALVE O DILÚVIO, em parceria com o jornal
ZERO HORA(RS), a PMPA e com o apoio do UNIBANCO ECOLOGIA.
Esta campanha envolveu várias escolas, com atividades
diversificadas como: mutirões de limpeza, gincana
ecológica, plantio comunitário de árvores,
concurso infantil de cartazes sobre o arroio Dilúvio
e palestras, (1994);
reunião com ambientalistas e técnicos
do IBAMA, na sede da Entidade, para tratar dos impactos
ambientais da Rota do Sol, (1994);
vistoria e fiscalização de madeireira
nos Aparados da Serra, em parceria com a Patrulha Ambiental
da Brigada Militar, (1995);
apoio ao Greenpeace e à Agapan na Ação
Civil Pública movida contra a empresa Riocell
e a FEPAM/RS junto à Promotoria de Defesa Comunitária,
solicitando Compromisso de Ajustamento quanto aos danos
provocados pelo processo de branqueamento do papel,
gerador de dioxinas,(1995);
passeio ciclístico por Porto Alegre, atividade
da campanha "Ciclovia Já", finalizando
com entrega de abaixo-assinado ao Prefeito de Porto
Alegre (1996
publicação de folheto “Os Papeleiros
São os Profetas da Ecologia”, atividade
em parceria com a Associação de Catadores
para divulgação do trabalho da Associação,
incluindo ainda atividades como plantio de árvores,(1996);
visita aos Campos de Cima da Serra para fiscalização
de Queimadas, dentro das atividades da companha,(1997);
acompanhamento do gasoduto Bolívia x Brasil,
mostrando os possíveis impactos ambientais, como
deslizamento de terras e outros possíveis acidentes,(1997);
como atividade da campanha de Proteção
à Atmosfera, cujo eixo de ação
é Energia e Mudanças Climáticas,
realizou no Bric da Redenção, exposição
de cartazes e distribuição de material
sobre o assunto (1997). Outra atividade importante da
campanha foi a visita realizada à Santa Casa
de Misericórdia de POA, com o objetivo de conhecer
e medir os níveis de radiação dos
raios ultravioletas de equipamento em uso naquele hospital;
o caso BAHAMAS: manifestação no Bric da
Redenção (POA), em parceria com diversas
entidades ambientalistas, denunciando a negligência
das autoridades competentes com o encalhe do navio Bahamas
no porto de Rio Grande (RS), carregado de ácido
sulfúrico, com risco de explosão,(1998);
apoia a campanha contra os transgênicos, participando
diretamente de manifestações públicas,
como em 1999, no centro de Porto Alegre. No mesmo ano
publicou o folheto “Transgênicos para Que?;
em parceria com o DMLU e Escoteiros do Brasil (secção
RS) realizou atividade de coleta de lixo na orla do
Guaíba (1999);
participação no II Fórum de Ong’s
Ambientalistas, Belo Horizonte,(1999).
Século
XXI (a partir de 2000), é a época em que
o movimento ambientalista consolida a sua organização
através de redes, tanto a nível nacional
quanto internacional, muitas delas conectadas aos movimentos
sociais. Continua o seu processo de institucionalização,
como é o caso dos municípios passarem
a ter a competência de conceder licença
ambiental e, sobretudo, caracteriza-se pela crescente
conscientização da sociedade brasileira
sobre a preservação do meio ambiente.
Esta tendência positiva vem se afirmando desde
a década anterior, o movimento ambientalista
perdendo a exclusividade no trato da questão
ambiental. Logo, o meio ambiente passa a ser preocupação
do cidadão comum, identificando-o com a própria
sobrevivência do planeta. Ganharam assim os ambientalistas
que contribuíram para a construção
de uma sociedade eco-cidadã, parceira na continuidade
e ampliação destas lutas:
participação no Encontro Latino Americano
sobre Instituições Financeiras Multilaterais,
promoção da Rede Brasil, em Brasília
(2000);
manifestação pública contra o aumento
da Dívida Externa, com a publicação
do prospecto “O Holocausto da Dívida”,
(2000);
palestra sobre “Mudanças Climáticas
e o Protocolo de Kyoto”, UCPEL/Pelotas/RS (2001);
em 2001, em Porto Alegre, o NAT se associa às
manifestações contra os transgênicos,
campanha à qual empresta o seu apoio, desde a
década anterior;
campanha pela preservação da Atmosfera
: “Energia Sim, Degradação Não!”
(2001);
I Fórum Social Mundial, onde foram tratados diversos
temas ambientais, além da realização
de Encontros com o FoIE (2001);
manifestação pela passagem do Dia do Meio
Ambiente, com colocação de faixas alusivas
na Usina do Gasômetro (POA 2001);
assinatura de convênio entre NAT e a BIBI Calçados
(2001);
palestra sobre a “Dívida Ecológica”,
Florianópolis (2001);
participação do Seminário Estadual
sobre Transgênicos, onde proferiu a palestra “Transgênicos
e Agrotóxicos” (2001);
Oficina de Comunicação e Internet para
Ongs, em parceria com a PANGEA e Núcleo de Ecojornalistas
do RS NEJ/RS. PUC/POA (2001);
realização de “happy-hour”
ambiental com palestra sobre “Potencialidades
e Perspectivas para o Uso de Fontes Renováveis
de Energia no RS”, em parceria com o Instituto
Ambiental da PUC/RS, (2001);
exposição sobre o Projeto Macacos Urbanos
e outras atividades do NAT. Mercado Público,
Solar Paraíso e Câmara Municipal de Porto
Alegre (2001);
em 2001 assume a coordenação do GT-Energia
do FBOMS;
realiza o IIº Seminário sobre “Acidentes
Químicos – Atuação da Mídia”,
em parceria com a ARI e a PUC. Porto Alegre, (2002);
publicação e distribuição
do folheto “Queimada é Um Retrocesso”,
fazendo parte da campanha geral contra as Queimadas,
(2002);
realização do Seminário “Alternativas
Para o Uso de Energia e Transporte Urbano -Mudanças
Climáticas e Sustentabilidade nas Cidades”,
em parceria com a Vitae Civillis, e Arquitetos Solidários.
Apoio: Governo do Estado do Rio Grande do Sul, Federação
Nacional dos Arquitetos e Urbanistas, Associação
Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo e outras
entidades. PUC/POA ,(2002);
participa diretamente do Plebiscito sobre a ALCA (2002);
conjunto de tratativas, em Brasília, junto ao
Governo Federal, para cedência de prédio
da União que abrigará, em POA,a futura
sede do NAT (2002);
semana dos Amigos da Terra, com realização
de atividades culturais, com o apoio do Birra e Pasta
(2002);
organização do Encontro Nacional do GT
Energia, Rio de Janeiro (2002);
realização do seminário”
Prós e Contras ao Uso do Carvão Mineral
na Geração de Energia”, Porto Alegre,
(2002);
participa do IIº Congresso da Coalizão Rios
Vivos, quando passa a compor a coordenação
da Coalizão,(2002);
em 2002 assume a Secretaria Executiva do ELO da Rede
de Ongs da Mata Atlântica;
participa do “Fórum Internacional das Águas
– A Vida em Debate”, POA,(2003);
publicação do prospecto “Mineração
e Queima de Carvão O que os Ambientalistas Têm
a Dizer”, POA, (2003);
visita de vistoria ao Município de Butiá/RS,
localizado na região carbonífera do Estado,
acompanhando moradores para verificar denúncias
sobre danos com explosões da Copelmi-Mineradora,
(2003);
visita às instalações da Mina do
Recreio (Copelmi Mineradora), em Butiá/RS, para
conhecimento da operacionalização da mineradora,
sendo recebida pela Direção da empresa,(
2003);
participação no IIIº Congresso Brasileiro
do Ministério Público de Meio Ambiente,
sobre Direito Ambiental em Gramado,/RS,(2003);
participação na Conferência sobre
“Direitos Humanos e Direito Ambientais”,
Cartagena, Colômbia, (2003);
participação no Seminário sobre
“Saneamento Básico em Porto Alegre”,
realização da CMPA,(2003);
participação nos GTs: Plano Diretor Transporte
e Mobilidade Urbana; Plano Diretor e Saneamento Ambiental,
da Vª Conferência das Cidades: “Cidade
Cidadã – Cidade Sustentável”,
organizada pela Câmara dos Deputados, Brasília,(2003);
organização do Encontro e das atividades
do GT Energia do FBOMS, paralelos à Pré
Conferência Regional sobre Energias Renováveis,
Evento preparatório à Conferência
Internacional sobre Energias Renováveis, realizada
na Alemanha em 2004. Brasília,(2003);
em parceria com diversas entidades da sociedade civil,
participa da criação da Rede em Defesa
do Rio Uruguai,(2003);
participação na Conferência do Meio
Ambiente, etapa Estadual, preparatória à
Nacional, Porto Alegre, (2003);
participação no 17º Encontro Nacional
do Fórum Brasileiro de Ongs Ambientalistas e
Movimento Sociais para o Desenvolvimento, com o objetivo
de elaborar documento contendo as reivindicações
a serem apresentadas na CONFEMA, Brasília,(2003);
participação na CONFEMA/2003, em Brasília.
Nesta Conferência, o NAT, além de se fazer
representar através de delegadas, teve lugar
de destaque, quando compôs, através de
uma de suas ativistas-fundadoras, a Comissão
de Honra do Evento;
participação no IIIº Seminário
de “Fontes Renováveis na Matriz Energética
Brasileira”, Agra dos Reis, R.J.(2003);
participação no Seminário de “Responsabilidade
Social –A Divisão de Papéis entre
Governo e Terceiro Setor”, Novo Hamburgo/RS,(2003);
participação na Quarta Sessão do
Fórum Intergovernamental sobre Segurança
Química (IV FISQ) e a Primeira Conferência
Preparatória sobre Abordagem Estratégica
para a Gestão Internacional de Substância
Química, ambas realizadas em Bangcoc, Tailândia,
2003;
acompanhou, durante o ano de 2003, a redefinição
dos Limites do Parque Estadual Delta do Jacuí,
junto ao CONSEMA;
em parceria com o Programa Macacos Urbanos (PMU) e a
Associação Ecológica e Comunitária
Morro São Pedro, encaminhou à PMPA solicitação
de implantação de uma UC de Proteção
Integral no Morro de mesmo nome, 2003;
através de projeto financiado pelo Fundo de Apoio
a Membros dos Amigos da Terra Internacional (MSF/FoEI),
finalizou em 2003, o dossiê IIRSA na América
do Sul: “É Esta Integração
Que Nós Queremos?”;
participação no “III Encontro Estadual
de Bacias Hidrográficas do RS: Decidindo o Futuro
das Águas”,POA (2003);
participação na “Iª Conferência
Estadual da Cidades – Repensando as Cidades”,
POA, (2003);
solicitação à PMPA para troca dos
fios elétricos que tantos prejuízos trazem
aos bugios ruívos por cabos ecológicos,
na área da Reserva Ecológica do Lami/RS
(2003);
realização do Encontro Nacional de Planejamento
das Ações do GT Energia do FBOMS, com
apoio da Fundação Heinrich Böll e
a Coalizão Rios Vivos, POA(2004);
enviou delegação para as Eleições
dos Fóruns Regionais de Planejamento do PPDUA,
mais especificamente, a Região I de Porto Alegre
(2004);
publicação e lançamento do livro
“Mata Atlântica , A Floresta em que Vivemos”,
em parceria com a Federação Friends of
the Earth Internacional e o WWF-Brasil, Canela/RS,(2004);
publicação e lançamento do livro
“Carvão, o Combustível de Ontem”,
em parceria com o Greenpeace e apoio da The New World
Foundation, Porto Alegre,(2004);
desenvolve, desde abril de 2003 o projeto das “Quartas
Temáticas”, estando já no seu segundo
ano de experiência. São reuniões
sobre questões ambientais, abertas ao público,
que acontecem todas as 4ª feiras, das l7 às
18h30min, na sede da Entidade;
participou das comemorações de 2004, do
Dia da Terra, à convite do MMA, em Brasília,
ocasião em que foram lançadas as resoluções
da CONFEMA-2003;
participação na Reunião Anual do
Banco Interamericano de Desenvolvimento(BID), em Milão/Itália
(2003), e em Lima/Peru (2004);
participação no Fórum Social Mundial
(FSM) de Porto Alegre, nos anos de 2001/2002/2003, com
estande para divulgação, e venda de material
da entidade, sendo que em 2003 confecciona o cartaz
“Dando Voz ao Meio Ambiente – Por Um Mundo
Sustentável”; compôs, no mesmo ano,
o Comitê Gaúcho do FSM. Dentro da programação
do Fórum realizou o seminário “Fórum
por Justiça Climática: avançando
na construção do movimento Global por
Justiça Climática”, e oficinas sobre
Mata Atlântica (5) e Contra a Expansão
da Energia Nuclear no Brasil e na Argentina(1), em parceria
com a FOEI. Fez parte ainda da organização
do Seminário sobre “Cidades Sustentáveis
para Todos”, convocado pela Coalizão Internacional
Habitat (HIC) e Bund-Amigos da Terra Alemanha. Ainda
no FSM/2003 juntamente com a Prefeitura Municipal de
Porto Alegre, desenvolveu a campanha: “Seja Amigo
de Porto Alegre – Preserve o Ambiente da Cidade,
havendo também manifestação de
protesto no FSM/2003 contra o patrocínio da Petrobrás;
Exposição comemorativa aos 40 anos da
ADFG/NAT, realizada na Câmara Municipal de Porto
Alegre (2004).
Parte
III
Parte
IV
|