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CIDADES SUSTENTÁVEIS
"Diretrizes para um espaço sustentável” está na finalização

Os Amigos da Terra estão em fase de finalização de um estudo que vai sugerir “Diretrizes para um espaço sustentável”, em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMAM) e apoio do Fundo Municipal de Meio Ambiente (FMMA).

Arquitetos de ambas as equipes têm se encontrado e discutido formas de tornar mais sustentáveis as praças e parques da cidade. No seminário realizado na última quarta-feira, as arquitetas do NAT Carolina Herrmann, Letícia Rodrigues e Vivian Ecker abordaram qualidades espaciais, a diversidade, a acessibilidade universal, a inserção do usuário no planejamento, entre outros. Conforme destacaram, um mobiliário de baixo impacto é o que necessita de pouca manutenção e utiliza material renovável, reciclado ou reciclável, como a madeira certificada, a terra, a pedra, ou seja, o ideal é que se dê um caráter de uso de material natural para que se tenha um mínimo gasto energético de manufatura. A captação da água da chuva em um reservatório para abastecimento dos sanitários e o tratamento biológico de efluentes também foi explicado – através da separação das águas cinzas (por exemplo, pia) das águas negras (por exemplo, sanitário) e encaminhando-as para o leito de evapotranspiração.

A educação ambiental da comunidade ao espaço que freqüenta pode ser alcançada por meio da nominação da flora e da fauna que há na praça. “Descobrimos durante a nossa pesquisa, um jardim onde certos resíduos, como plástico, etc, foram colocados a mostra, intocados, de modo a evidenciar a lenta decomposição dos materiais inorgânicos,” lembrou Vivian.
 O engenheiro mecânico Paulo Wolff, membro da ONG Oekoscientia, defendeu a prática da compostagem. “Se a matéria orgânica for bem manejada, o ciclo da vida se completa. O adubo pode ser colocado em praças, jardins, hortas,” explicou, ele que vai montar um modelo para a SMAM através do FMMA.

De acordo com os arquitetos da Secretaria, algumas das indicações já estão em prática. Outras se perderam devido à ação de vândalos. Os parcos recursos, a falta de qualificação da mão-de-obra, e a própria legislação que coloca em conflito o trabalho com outras Secretarias, representam empecilhos no avanço ou simplesmente na manutenção das melhorias já implementadas. Na opinião de Oscar Carlson, arquiteto da SMAM, o que importa é que o conteúdo dos seminários permaneça em pauta assim como a motivação dos profissionais. Nesta semana haverá a reunião final. O resultado será um caderno impresso que estará disponível na biblioteca do NAT e da SMAM e o conjunto do trabalho realizado vai redundar na apresentação da última Quarta Temática da Cidade desta edição, no dia 09 de janeiro.

 

Eliege Fante DRT/RS 10.164
Assessora de Imprensa
Núcleo Amigos da Terra Brasil
www.natbrasil.org.br
Fone: (51) 9816 9595