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CICLOVIA
Início da construção fica para abril

Os relatórios finais do projeto de construção da ciclovia em Porto Alegre passam por adequações e melhorias e este deve ser concluído até o fim de março. A partir daí, a obra já pode ser iniciada e o projeto de lei encaminhado à Câmara de Vereadores, conforme o técnico em Trânsito e Transporte da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) e Coordenador do Grupo Técnico de Acompanhamento do Plano Diretor Cicloviário Integrado de Porto Alegre, Régulo Ferrari. “A busca por parceiros segue,” mencionou. Para 18 km foi orçado R$ 100 mil/km, valor que deve provir da contrapartida ambiental de empresas e de recursos externos ou doações, como a que se espera que venha do Banco Mundial. Segundo os critérios de conectividade; demanda; declividade e índices de acidentes, os locais prioritários das ciclovias são as avenidas Sertório, Assis Brasil, Ipiranga e Restinga.

Modelo francês
Ferrari diz que gostaria de conhecer o “Velib’ erté” ou o mesmo que “a bicicleta como símbolo de liberdade de locomoção”. Mas sabe, assim como a ambientalista Conceição Carrion, que por a realidade brasileira e a francesa serem diferentes, o sistema de ciclovias em cada país também deve ter as próprias características.

“Na França eles não correm como aqui. Há a conscientização da necessidade da bicicleta para todos por parte dos órgãos públicos, mostrando as vantagens da independência e liberdade, da não poluição, da economia de combustível, da fuga do engarrafamento, da importância do exercício físico à saúde,” contou a ambientalista após uma curta temporada em Paris. O sistema “Velib’ erté” disponibiliza centenas de estações, a cada 300 metros, com milhares de bicicletas para os ciclistas se deslocarem. De acordo com o folheto informativo, basicamente, o ciclista escolhe a modalidade de uso, se de um ano ou se de uma semana ou um dia. No primeiro caso, ele efetua o pagamento (29 euros ou R$ 77,72) na estação e faz a reserva. Há formulários a serem preenchidos na internet ou pelo correio. Em 15 dias, o ciclista recebe a carta de inscrito que lhe permite o direito de uso. Vale enfatizar que, no momento da inscrição é feito um depósito de garantia de 150 euros ou R$ 402.

No segundo caso, quem não tem a carta pode retirar um ticket para uso de um dia ou uma semana mediante o pagamento da taxa com cartão de crédito. “É muito barato ao francês andar um dia a um euro ou uma semana a cinco euros; enquanto que, um ticket de metrô custa 1,10 euros,” comentou Conceição. A devolução da bicicleta deve ser feita em 24 horas e menores a partir de 14 anos podem utilizar com autorização de responsável legal. Dezoito dicas orientam o ciclista a se portar no trânsito parisiense com segurança. Dentre elas, estão: não dar carona, não andar na calçada, verificar condições de segurança antes de sair, proibido usar celular. Mais informações através do site Velib.paris.fr.

FOTO REPRODUÇÃO: site Velib.paris.fr bicicleta francesa

 

Eliege Fante DRT/RS 10.164
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