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DIA INTERNACIONAL DA BIODIVERSIDADE
Muito diálogo e aula de cultura na praça

Bugio-ruivo, Programa Macacos Urbanos

A praça é do povo e ontem, dia 20, ele extravasou a sua potencialidade durante a comemoração do Dia Internacional da Biodiversidade no Largo Glênio Peres, em Porto Alegre. As imagens desta página ilustram os encontros improváveis se não fosse a mobilização social. De acordo com Fernando Costa, um dos diretores do Núcleo Amigos da Terra/Brasil, a festa da Biodiversidade está na segunda edição e é formada por uma “rede auto-gestionária” onde não há consenso em vários pontos, mas sim o interesse em “proteger a biodiversidade”.

“O diferencial desta comemoração é que relaciona a questão ambiental com a social, até por isso escolhemos um lugar não comercial e sim um espaço aberto, público. Queremos dialogar com quem passa por aqui, que só tem acesso a um tipo de informação, queremos ouvir e trocar conhecimentos,” explicou Costa.

As bancas eram temáticas sobre agroecologia, diversidade ambiental, transporte e energias alternativas, educação ambiental, degustação de sabores da biodiversidade. Houve discussões sobre problemas atuais do Estado, como impacto das hidrelétricas, das monoculturas, a falta de moradias. Uma rádio-poste fez a transmissão de informações sobre a sociedade de consumo, meio ambiente, comunicação, diversidade étnica e sexual. E ainda, os passantes aproveitaram as exposições artísticas, os cartoons, arte e artigos feitos com materiais reciclados e conheceram mudas de árvores nativas. Durante todo o dia de ontem comemoraram o Dia Internacional da Biodiversidade no Largo Glênio Peres: DCE/Ufrgs, CeLEUma, UVAIA, Econsciência, Via Sapiens, Coletivo Mentes Plurais, FERES/TV-NAGÔ Restinga, SEMAPI, Associação de Mulheres Vitória-Régia, Grupo Mamangava, Casa Tierra, Ingá, Instituto Biofilia, Grupo de Capoeira Angola Zimba, Povo de Rua, Movimento Cultural de Capoeira Angola Guayamuns, TerraZen, GEA, Programa Macacos Urbanos, Grupo Camaleão, Transporte Ativo, artista e educadores e NAT/Brasil.

Romarize Klein, da ong Ação Nascente Maquiné, Anama, trabalha com a palha de bananeira, cipó e palha aquática transformando estes materiais em acessórios e objetos de decoração para a casa. O aprendizado é uma herança das bisavós e uma avó com descendência indígena e fonte de renda familiar. Para ela, comemorar a Biodiversidade significa integrar a cidade e o interior, resgatar práticas tradicionais e eficientes com racionalização de recursos naturais. 

 

 
 
 

 

 


Eliege Fante DRT/RS 10.164
Assessora de Imprensa
Núcleo Amigos da Terra Brasil
Fone: (51) 9816 9595