De Medelin, Colômbia, a coordenadora dos Amigos da Terra Brasil, Lúcia Ortiz, conta que na abertura (dia 24), das atividades paralelas
organizadas pela sociedade civil em torno da 50a. assembléia anual do Banco
Interamericano de Desenvolvimento (BID), ela levou o
tema dos agrocombustíveis, como agravante das injustiças climáticas, ao
seminário "Escola Climática: construindo e mobilizando por Justiça Climática".
Entre 27 e 31 de março, a 50a Assembléia de Governadores do BID acontecerá
na cidade de Medelin, na Colômbia. Segundo informou, enquanto governos, empresas e
instituições vão celebrar a data, os movimentos sociais vão demandar o
cancelamento das dívidas geradas pelo BID aos nossos países e povos, no
contexto das demandas políticas apresentadas pela Campanha BID50: "50 anos
financiando a iniqüidade". Eventos alternativos propostos pela campanha vão
congregar um grande número de organizações sociais de 25 a 27 de março na
discussão e no avanço das estratégias para acabar com o banco e o modelo
econômico que ele representa. "Os
Amigos da Terra da Colômbia e do Brasil estão compromissados em posicionar a
perspectiva ambiental como eixo transversal das críticas ao BID, dando
visibilidade às relações entre mudanças climáticas, falsas soluções e
incoerência nas práticas e políticas do BID e outras instituições
financeiras multilaterais," disse Lúcia. E, complementou que, estas estratégias, longe de apresentar soluções,
implicam em impactos negativos nas comunidades e territórios no
continente latino-amerciano, bem como no agravamento das dívidas.
Ontem, em evento organizado por CENSAT - Amigos de la Tierra
Colômbia, Lucia Ortiz, expôs
os impactos territoriais dos agrocombustíves dentro das supostas
estratégias de combate ao aquecimento global promovidas pelo BID. "Os
agrocombustíveis são o exemplo mais forte de injutiça climática, onde as
externalidade das supostas soluções recaem sobre os territórios daqueles
menos responsáveis pelo problema. Se o BID estivesse de fato empenhado em
buscar soluções para o problema do clima, não teria aprovado nessa semana
empréstimos para projetos de termelétricas a carvão no Nordeste, onde nosso
vento e o potencial para o desenvolvimento de alternativas energéticas é
enorme", afirmou durante sua apresentação na Escola Climática.

Acompanhe o evento:
www.antenamutante.net, www.platohedro.net , http://www.censat.org/ http://www.frentebid2009.org/