Hoje foi dia de diversidade e de alegria
no Largo Glênio Peres: mais de trinta entidades ambientalistas,
movimentos sociais e culturais
levaram suas campanhas e seus produtos da economia solidária
para expôr e se comunicar com a população. Foi
a terceira edição da Festa da Biodiversidade,
data celebrada em
todo o mundo.
A mobilização chamou para o debate em torno da questão
"Biodiversidade e clima, o que tenho a ver com isso?".
Para o membro dos Amigos da Terra, bioconstrutor e permacultor
Fernando Costa, o equilíbrio do Planeta depende da defesa
da biodiversidade. E alerta contra as falsas soluções
apresentadas por aqueles que visam ao lucro e consumismo
desenfreado, por exemplo, a falsa solução dos agrocombustíveis
e o plantio de monoculturas exóticas.
Para a coordenadora dos Amigos da Terra, geóloga
Lúcia
Ortiz, "esta diversidade de atores reunidos nesta
Festa mostra o quanto o tema meio ambiente está na
vida das pessoas e o quanto elas se importam com o meio
ambiente".
Dentre as várias atividades, houve a encenação
de um ataque da especulação financeira
sobre a natureza e o impacto na comunidade. Ambientalistas
com máscaras onde lia-se T,
de transgênico,
representavam
uma monocultura de árvores exóticas que
se desenvolveu e foi derrubada com uma motosserra. No
fim, a comunidade
reagiu e replantou árvores nativas, visando
permitir a recuperação da biodiversidade.





Materiais
foram multiplicados, divulgando iniciativas que
geram soluções positivas e solidárias para a crise
climática e ambiental. Como:
- celebrando do Dia da Biodiversidade!
- trocando, produzindo e consumindo produtos locais,
fortalecendo assim as redes solidárias de economia que
trazem benefício para cada região;
- preservando a biodiversidade local e quem cuida dela,
como os agricultores ecológicos, os provos indígenas,
as abelhas nativas, os morcegos e aves nativas, etc;
- valorizando o que a natureza oferece aqui mesmo na
cidade, como sombra, frutas da estação, ervas medicinais,
linda paisagem, etc;
- boicotando as transnacionais e seus produtos;
- unindo-se a grupos locais para demandar ao poder público
políticas que aliem a preservação da biodiversidade e
a qualidade de vida na cidade;
- preferindo andar a pé, de bicicleta ou transporte
coletivo.
Veja abaixo mais algumas imagens:







