Núcleo Amigos da Terra recebe homenagem da Câmara de Porto Alegre

Núcleo Amigos da Terra recebe homenagem da Câmara de Porto Alegre
ONG Núcleo Amigos da Terra/Brasil recebeu hoje homenagem da Câmara Municipal de Porto Alegre pelos 40 anos de fundação da entidade.

Giselda Castro, Gerson Almeida, Magda Renner,
Margarete Moraes (Presidente da Câmara) e Maria Henriqueta Homrich
Foto de Ramon Fernandes
Data:31:05:2004 (segunda-feira)

A presidenta dos Amigos da Terra, Maria Henriqueta Homrich, garantiu que a ONG continua fiel ao princípio de promover a cidadania. Segundo ela, há 40 anos a entidade preocupava-se em levar conhecimento às mulheres das classes menos favorecidas. Com a criação do Setor de Ecologia, começaram, então, “novos e grandes embates” além dos iniciais. Entre as lutas, Maria Henriqueta citou as campanhas contra a instalação de usinas nucleares, as queimadas e a destruição da Amazônia e da Mata Atlântica, destacando que essas bandeiras continuam atuais. “Que a nossa luta seja compartilhada pela sociedade e por esta Câmara”, disse.

A fundadora Magda Renner lembrou que, numa época em que os ecologistas recebiam pouco crédito, ela e Giselda Castro conseguiram audiência com o então presidente Ernesto Geisel, demonstrando obstinação em defender a natureza. “Relatamos nossos medos com a ação das grandes indústrias e, quando estávamos nos despedindo, a Giselda voltou-se e disse: vamos continuar com nossas políticas mesmo que sejam contra o seu governo. E Geisel respondeu: continuem com seu trabalho.”

“Não somos pioneiras do ecologismo, mas da busca pela cidadania da mulher”, disse Giselda Castro. “Lembro que os políticos fechavam a porta na nossa cara e que recebíamos críticas até das feministas, que nos achavam femininas demais.” Segundo Giselda, a Amigos da Terra ajudou a pavimentar o caminho para uma maior participação da mulher. Ela agradeceu a homenagem e garantiu que, mais gratificante ainda, foi ver que uma vereadora preside a Câmara.

Vereadores destacaram a história e a atuação da entidade

Beto Moesch (PP) observou que o grande mérito da entidade é ter estabelecido parcerias que, ao longo dos anos, impediram uma maior degradação do meio ambiente. Lembrou que, já em 1964, as representantes da Ação Democrática Feminina Gaúcha (ADFG), que deu origem à Amigos da Terra, preocupavam-se com temas como o tratamento do lixo e a preservação dos recursos hídricos. “O trabalho da Amigos da Terra é o de melhorar o mundo para as futuras gerações. Estamos aqui para agradecer por este trabalho.”

Clênia Maranhão (PPS) destacou que a ONG reúne pessoas que não tiveram medo de se expor para se colocar a serviço da sociedade. Observou que as pioneiras da ADFG ousaram defender a natureza numa época em que a sociedade não sabia o que eram os transgênicos nem imaginava que os recursos energéticos fossem esgotáveis. “Por isso, todos temos a responsabilidade de dar historicidade a nossas análises, de mostrar que os movimentos que hoje observamos não foram criados do nada.”

Raul Carrion (PC do B) fez um balanço dos principais problemas ambientais enfrentados pelo mundo contemporâneo. Alertou que apenas 3% da Mata Atlântica original ainda existem no Estado e que 40% de toda a água tratada no mundo são desperdiçados. Segundo Carrion, esses e outros problemas, como o efeito estufa, mostram que entidades como a Amigos da Terra precisam ser fortalecidas. “Só com a mobilização é que poderemos salvar a Terra.”

O propositor da homenagem foi o vereador Gerson Almeida (PT), que destacou o pioneirismo da ONG na defesa do controle da coisa pública. Segundo ele, a entidade representou a vanguarda na abordagem de temas que hoje são indispensáveis para a sociedade. “A combinação de idealismo e desassombro da Amigos da Terra a fez porta-voz do movimento ecologista durante décadas.” Gerson ressaltou a garra das fundadoras da ONG, Magda Renner e Giselda Castro. “Elas servem de exemplo por nunca terem abandonado seus ideais.”

Logo depois da homenagem, foram distribuídas mudas de folhagens produzidas pela Jardinagem da Câmara. Até sexta-feira (4/6), o setor estará com estande no 2º piso da Casa, no qual, além de distribuir plantas e composto orgânico, divulga o projeto que possibilita um ofício a cinco jovens em situação de vulnerabilidade social. O trabalho é resultante de convênio com a prefeitura e a Associação do Fórum de Entidades do Conselho Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente.

Texto da Assessoria de Imprensa da Câmara de Vereadores – Jornalistas Claudete Barcellos (reg. prof. 6481) e Marco Marocco (reg. prof. 6062) com edição da EcoAgência de Notícias.

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